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Casos suspeitos de dengue caem na PB, mas alerta é permanente

Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de casos prováveis de dengue no estado da Paraíba reduziu 20,7% em comparação com janeiro de 2018. Até o dia 2 de fevereiro, o estado notificou 241 casos da doença. No mesmo período de 2018, foram registrados 304 casos de dengue. A Paraíba não registrou óbitos em decorrência da doença neste ano.
Já no Brasil, a situação é contrária.  Ministério da Saúde informa que o número de casos prováveis de dengue no país, em janeiro deste ano, mais que dobrou em comparação ao mesmo período de 2018. Até o dia 2 de fevereiro, registrou-se aumento de 149%, passando de 21.992 para 54.777 casos prováveis da doença. Quando verificado a incidência, em 2019, os casos chegam a 26,3 por 100 mil habitantes.  Em relação ao número de óbitos, o país registrou, até o momento, cinco mortes, sendo: Tocantins (1), São Paulo (1), Goiás (2) e Distrito Federal (1). Em 2018 foram notificados 23 óbitos.

Verão pode piorar problema

As altas temperaturas e o grande volume de precipitação tornam o verão a época do ano mais propícia para a reprodução de mosquitos, dentre eles o Aedes Aegypti. Esse inseto faz o papel de vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya, transmitindo o vírus de uma pessoa para a outra.
“Ele também pode carregar o vírus da febre amarela urbana, porém, no Brasil, não existe relato de transmissão urbana desde 1942”, afirma Dr. Jorge Isaac Garcia, infectologista do Grupo São Cristóvão Saúde.
Essas arboviroses ocorrem em ciclos epidêmicos, havendo um período de dois a três anos entre uma epidemia e outra. O crescimento desgovernado dos grandes centros urbanos e a falta de saneamento básico, de políticas públicas e de colaboração da população dificulta uma mudança nesse quadro. De acordo com Dr. Garcia, o comportamento histórico dessas doenças aponta para um novo ciclo, que já se iniciou.
No caso da Febre Amarela, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, o aumento de casos está associado à expansão das zonas de matas ocupadas pelo ser humano, uma vez que essas áreas são habitat dos vetores da febre amarela silvestre. Tragédias ambientais também são fatores que alteram a frequência dos ciclos de epidemia, porque provocam uma alteração na biodiversidade local e promovem migração de animais, que podem estar contaminados.

Sintomas das doenças

Os sintomas variam de uma doença para outra, mas dores de cabeça, febre persistente, náuseas e vômitos são os fatores em comum entre elas. A Chikungunya tem as dores nas articulações e a formação de edemas como características próprias. Já a Zika vem acompanhada de coceira, vermelhidão e conjuntivite sem secreção. “A busca por atendimento deve ocorrer assim que os sintomas forem perceptíveis, caso contrário, o problema pode se agravar e pode chegar a causar sequelas graves ou ser letal”, diz o médico do São Cristóvão.
Alguns grupos de pessoas correm mais perigo caso sejam infectados, portanto devem ser mais cautelosos quanto às medidas preventivas. Essa categoria de risco engloba gestantes, maiores de 65 anos, menores de dois anos e portadores de doenças crônicas.

Como evitar

O método mais eficaz para evitar a contaminação é controlar a proliferaçãodesses mosquitos. Eles estão mais presentes em cidades populosas e buscam água limpa e parada para depositarem seus ovos. O especialista do São Cristóvão dá algumas dicas simples de como impedir a formação de criadouros:
  • Eliminar água parada de garrafas, pratos, vasos e pneus;
  • Manter calhas limpas;
  • Manter saídas de água desobstruídas;
  • Tampar ralos;
  • Manter as vacinas em dia (no caso da febre amarela).
A utilização de repelentes funciona para manter os mosquitos afastados, mas a eliminação dos criadores surte mais efeito. Atualmente, existem produtos que protegem as pessoas até da picada de Aedes Aegypti, mas eles devem ter o certificado da ANVISA e indicações de aplicação nos rótulos. Mulheres gestantes, principalmente, devem estar atentas às orientações de uso e às dadas pelos médicos que estão acompanhando a gravidez.

Por: Fala-PB
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