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Paulo Guedes fala em iniciar reforma tributária com fusão de impostos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou a uma plateia de prefeitos nesta terça-feira (9), que o governo pretende unificar até cinco tributos já este ano e que, efetivada a mudança, a arrecadação será compartilhada com estados e municípios.
O plano é que esse seja o primeiro passo para uma reforma tributária mais ampla, também em estudo pela equipe econômica.
"Vamos baixar, simplificar, reduzir impostos para o Brasil crescer. É a reforma tributária. Primeiro, vamos pegar três, quatro, cinco impostos e fundir em um só. Vai chamar imposto único federal", disse Guedes, que participou do painel na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, conhecida como marcha dos prefeitos.
O ministro não detalhou quais tributos entrarão nessa primeira ação do governo. Segundo ele, prefeitos e governadores serão beneficiados com repasse de contribuições que hoje não são divididas com os governos regionais.
"Na hora que nós unificarmos no imposto único federal, serão todas elas compartilhadas", disse, arrancando aplausos dos prefeitos que acompanhavam o discurso.
O ministro centrou sua fala na defesa da reforma da Previdência e disse que a aprovação permitirá uma ampliação dos repasses a municípios.
"Se aprovarmos essa reforma logo no primeiro semestre, nós já vamos para as próximas eleições com uma agenda muito positiva pela frente", afirmou.
O ministro voltou a defender que 70% da arrecadação do país fique com estados e municípios.
Desigualdade
O ministro da Economia, Paulo Guedes, reiterou nesta segunda (8), que a Previdência hoje “é fábrica de privilégios e desigualdade”. Segundo ele, a “história de que a reforma da Previdência ataca os pobres não é verdade”.
A página 53 da PEC da reforma mostra quem seriam os “mais favorecidos”: “Ricos tendem a se aposentar mais cedo e com maiores valores. Em geral, em especial no setor urbano, os trabalhadores socialmente mais favorecidos (maior renda, formalidade, estabilidade ao longo da vida laboral e melhores condições de trabalho) tendem a se aposentar por tempo de contribuição. Isto é, sem idade mínima, com idade média de 54,6 anos em 2018, tendo expectativa de recebimento do benefício de 27,2 anos, e com valor médio de cerca de R$ 2.231,00”. 
Os ricos seriam, então, os que ganham R$ 2.231.
Já os pobres: “Pobres tendem a se aposentar mais tarde e com menores valores. Já aqueles trabalhadores socialmente menos favorecidos (menor renda, maior informalidade, menor estabilidade ao longo da vida laboral, menor densidade contributiva e piores condições de trabalho) tendem a se aposentar por idade aos 63 anos em média (em 2018), o que implica uma duração média esperada de 20,1 anos, e com valor médio de aposentadoria de cerca de R$ 1.252,00”. Os pobres seriam, então, os que ganham um pouco mais da metade do que ganham os ricos.

Por: Fala-PB
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