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Cortes federais: Bancada de situação não reclamou quando Ricardo Coutinho cortou recursos da UEPB


Quando o então governador Ricardo Coutinho cortou recursos da UEPB, além da comunidade acadêmica só a oposição reclamou. Agora que Jair Bolsonaro contingenciou 30% do orçamento das federais, o coro engrossou com a participação de deputados de todas as tendências, inclusive os do PSB, como Buba Germano e Cida Ramos.
Aqui e em Brasília, os discursos condenam a medida e apontam seus impactos para o futuro do País. Como fez quando a UEPB teve suas verbas reduzidas, a senadora Daniella Ribeiro protestou e leu nota da direção da UFPB na tribuna do Senado, que revela perda de R$ 44,7 milhões, o que comprometeria 45,5% do seu funcionamento, destaca publicação da jornalista Lena Guimarães.
“Como educadora, compartilho dessa angústia, sabendo da importância que a educação e a pesquisa têm para alavancar o país, trazer desenvolvimento”, disse a senadora.
Líder da oposição, Raniery Paulino fez questão de colocar a UEPB sob os holofotes. Resumiu assim a situação: “Com o orçamento apertado e a cada ano mais reduzido pelo Governo do Estado, a reitoria da UEPB sinalizou que não garante abertura de vagas para o semestre 2019.2”, e que “descaso, falta de diálogo e sucessivos cortes no orçamento que prejudicam professores, alunos e servidores, infelizmente, não são nenhuma novidade na Paraíba”.
A deputada Cida Ramos, que é professora da UFPB, sentenciou em plenária contra os cortes nas federais: “Nós não vamos permitir que destruam a educação superior pública e de qualidade no Brasil. Eles não vão conseguir acabar com os sonhos dos nossos jovens”.
Já Buba Germano conclamou: “Temos que unir força e dizer um não para esses que pensam que o poder é deles. Vamos debater em várias cidades do Estado e vamos resistir contra o desmonte das universidades. Defenderemos, em todas as instâncias cabíveis e por todos os meios pertinentes, o pleno funcionamento das universidades”.
Bolsonaro conseguiu o milagre de colocar situação e oposição na mesma sintonia, na Paraíba. A universidade, contudo, precisa mostrar para a sociedade que está usando bem os recursos que tem recebido, não apenas formando profissionais em diversas áreas, mas que as pesquisas financiadas pelos impostos dos contribuintes irão contribuir para um futuro melhor. Prestar contas é a melhor forma de responder ao discurso que acompanha o contingenciamento.