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Ricardo Coutinho fala sobre Operação Calvário e diz que não teme ser próximo alvo

Em entrevista ao programa Tambaú Debate, que foi ao ar neste domingo (05), o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, do PSB, falou sobre vários temas entre eles a operação Calvário, que mirou três ex-auxiliares da gestão socialista no Estado. Ricardo destacou que o Estado continua intacto, sem ser lesado por qualquer acusação, que os investimentos em serviços foram comprovados e ainda revelou ser perseguido, mas não pela Operação, e sim por aqueles que acumulam um ódio por aquilo que ele representa. Ele declarou ainda que o tempo é de espetacularização e de pós verdade, onde as pessoas estão sendo julgadas antecipadamente.
A indagação começou sobre as acusações feitas pelo líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba, Raniery Paulino (MDB), que disse que o Estado vive um desmonte na saúde comprovado pela operação. Ricardo então reagiu e detalhou todo o investimento e avanço nos últimos oito anos.
CONFIRA TRECHOS DA ENTREVISTA
“Primeiro não é um desmonte para o Governo da Paraíba, porque o que foi feito nesse Estado é muito maior do que o deputado pensa, é muito maior do que aquilo que o deputado conseguiu produzir ao longo de toda a sua vida política. Nosso governo é infinitamente melhor do que muitos e muitos governos que passaram por aí.  Segundo a minha visão é que Ministério Púbico e Polícia têm que cumprir o seu papel. Eu não entro nesse mérito, muito pelo contrário. Eu fui um dos que lutaram em 1988 nas ruas para dar autonomia ao Ministério Público e essa autonomia só foi conquistada na prática no governo do presidente Lula, não apenas no MP, mas na Polícia Federal, na Polícia Rodoviária Federal, isso tudo foi o presidente Lula e a constituição que moldou tudo isso e eu era um daqueles que propugnava por isso”, ressaltou.
ESPETACULARIZAÇÃO
“Eu acho que o Brasil precisa ter muito cuidado é com a espetacularização. Nós estamos vivendo um tempo de pós verdade. Vale mais aquilo que as massas acham que é, a partir de um processo de manipulação, de sentimentos, do que propriamente  a verdade dos fatos, então muitas e muitas vezes você vê as pessoas serem condenadas antecipadamente, com uma junção de mídia, com internet ao lado de vazamentos e ações seletivas, isso é terrível para a democracia”, disse.
RESPEITO PELO DINHEIRO PÚBLICO
“Do ponto de vista pessoal eu não fui candidato em 2018. Não há absolutamente nenhuma acusação correta, séria a respeito daquilo que se paga. Você pagar R$ 12 milhões para o funcionamento de um hospital com 148 leitos, não atendia a ninguém, as pessoas morriam na porta e hoje tem 331 leitos, que é o Trauma, ou seja, é um preço abaixo da média do que se paga para os hospitais de urgência e emergência que se paga pelo país”
E  continuou: “Você pagar R$ 8 milhões como é o que se paga para o Hospital Metropolitano, que faz cirurgias que talvez nenhum outro estado público ou privado faça aqui no Nordeste, é um preço extremamente baixo. Até hoje eu não vi nenhuma denúncia sobre aquilo que se paga, ou seja, se um estado não está sendo lesado, aonde é que existe a questão? Se existe alguma questão no Estado não está”
PERSEGUIÇÃO?
“Não na operação. Agora que eu estou sendo perseguido, estou, e sempre soube que seria. Porque eu acredito que quem tenta agradar todo mundo é uma farsa e eu não sou uma farsa. Eu não tento agradar todo mundo, eu sou da forma que sou, defendo meus pontos de vista em qualquer circunstância, seja na oposição ou na situação. Então existe um ódio acumulado muito grande contra aquilo que eu represento, contra o governo que eu comandei e contra a minha pessoa. Mas entre o ódio de pessoas que não têm a estatura para me atingir e a verdade, existe uma diferença enorme. Eu prefiro ficar com a verdade e continuar a combater aquilo que eu sempre fiz na vida. Acho que toda a investigação precisa ser feita sem condenar ninguém antecipadamente, sem fazer espetacularização antecipadamente, porque às vezes uma espetacularização feita de uma busca e apreensão que não dá em nada pode massacrar a vida profissional de uma pessoa para o futuro, isso não é brincadeira”
PRÓXIMO ALVO DA CALVÁRIO
“Não temo ser alvo. Se alguém quiser ir agora eu abriria as portas, meu patrimônio é compatível com minha renda, repito, meu patrimônio é compatível com minha renda. Eu nunca recebi nem recebo nada de absolutamente ninguém. Eu fiz oito anos de governo e eu sei como era para um empresário conseguir um benefício fiscal e sei o que nós fizemos e quando eu soube de algum movimento dentro do Estado que eu era responsável eu tomei providências na hora, então eu fico muito a vontade de falar sobre isso. É claro que você tem um componente político que quem perdeu e foi derrotado tantas e tantas vezes, alguns setores que não tiveram aquilo que queriam, evidentemente criam um clima que é de sepultar, assassinar minha reputação. Mas reputação não é uma coisa construída do nana. Eu tenho uma caminhada. Eu sei de onde eu vi, eu sei o que eu ralei e continuo a saber onde eu quero ir e dentro da minha trajetória não há nada ilícito.
AÇÕES CONTRA FACTÓIDES
“Já entrei com 30 ações. Eu não vou para o meio da rua trocar bala como alguns desqualificados gostariam que fosse, eu não vou fazer isso. Agora eu tenho que acreditar na justiça. Se tem uma acusação você tem que provar. Sei que há toda uma articulação. Uma notícia é falsa é dada, espalhada para tentar atingir a minha reputação”
AUXILIARES ALVOS
“Eu primeiro tenho um afeto pelas pessoas. Eu reconheço nessas três e em outras pessoas um trabalho enorme em prol do Estado, sem ter tempo para dormir e fazendo tudo aquilo que podiam para fazer com que o Estado pudesse chegar a essa situação em que entregamos ao governador eleito João Azevêdo. Segundo eu tenho confiança de que tem muita coisa que foi dita que é falsa. Até hoje eu não sei o que ela confessou, alguém sabe? Eu vi o Ministério Público dizendo que ela confessou, mas não disse oque era, ou seja, há uma nuvem que vai tragando as pessoas e levando as pessoas a acreditarem e condenarem por antecipação. Não vejo problema em investigar, desde que direitos e garantias sejam preservados. No Brasil de hoje não há essa preservação.
com PB Agora