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Governo anuncia redução do preço do GLP industrial e comercial

O governo anunciou nesta segunda-feira (24) um pacote de medidas para reduzir o preço do gás natural.
Foram meses de discussões para alterar as regras de um mercado complexo. Os estados, que têm o monopólio na distribuição de gás, poderão fazer mudanças abrindo esse mercado para outras empresas além da Petrobras.
De 27 distribuidoras de gás, a Petrobras está presente em 20 – em quase todo o Brasil. A partir de agora, os governadores vão poder optar por vender as empresas que levam o gás para fábricas, termelétricas e residências.
A indústria brasileira paga pelo gás cerca de US$ 13 pelo metro cúbico. Nos Estados Unidos, o preço fica em torno de US$ 3. Na Europa, cerca de US$ 7.
Com o novo mercado de gás, o governo quer tornar o ambiente mais competitivo, atrair investidores para o setor de gás natural, gerar empregos. O objetivo é baratear o gás que é consumido no Brasil, fazer o preço cair, aquecendo, consequentemente, toda a economia.
Segundo o ministro de Minas e Energia, o mercado vai regular o preço. “Quem vai dizer é o mercado, não somos nós que vamos dizer quanto que o valor do gás vai cair ou não. A expectativa é que em torno de dois ou três anos o preço do gás tenha uma forte redução. Para vocês terem uma ideia, a cada 10% de redução no preço do gás significa um aumento do PIB industrial da ordem de 2,1%. Então, as expectativas são bastante promissoras”, afirmou Bento Albuquerque.
Em outra frente, o governo espera a conclusão de um acordo entre a Petrobras e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, que vai permitir essa quebra de monopólio para o transporte e distribuição de gás das plataformas.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a queda no preço poderá chegar a 40%: “É uma quebra de dois monopólios: monopólio na produção e na distribuição. E isso então é o que que deve reduzir o preço na energia. Pode ser que caia 40% em menos de dois anos até. Mas são simulações. O país, com energia barata, vai acelerar o crescimento, vai se reindustrializar e isso vai chegar também no botijão de gás, lá nas famílias de renda mais baixa, que gastam boa parte de seu orçamento com gás de cozinha”.