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PF: Maia, Alcolumbre e ministros do STJ e STF também foram hackeados

As investigações da Polícia Federal apontam que os aparelhos dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também foram alvos dos criminosos. Os comandantes do Congresso Nacional teriam tido seus aparelhos celulares hackeados.
Segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo, o próprio ministro da Justiça, Sérgio Moro, teria avisado os líderes das casas. O Metrópoles apurou que o ex-juiz federal ligou para os parlamentares na tarde desta quinta-feira (25/07/2019).
Acredita-se ainda que ministros de tribunais superiores também sofreram ataques dos hackers. Entre os aparelhos invadidos estaria o de João Otávio de Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não identificados.
Até agora, os ministros e os presidentes da Câmara e do Senado não se posicionaram oficialmente.
Mais cedo, Moro afirmou que seu ministério e PF trabalhavam para identificar o mais rapidamente possível todas as demais vítimas dos supostos hackers presos na terça-feira (23/07/2019) na Operação Spoofing. Com as identificações confirmadas, os demais donos dos números de celulares atingidos serão comunicados oficialmente.Segundo o titular da Justiça, esse contato será feito sejam as vítimas autoridades públicas ou pessoas privadas.
Na terça-feira, a PF prendeu quatro suspeitos de envolvimento na invasão de celulares de autoridades – de Moro ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), passando por procuradores, juízes, delegados da PF e jornalistas, segundo a investigação.
Uma entrevista coletiva da PF e do Instituto Nacional de Criminalística, na quarta-feira (24/07/2019) foi marcada pela informação de que a investigação inicial detectou “ao menos mil” celulares que teriam sido clonados pelo grupo, preso em Araraquara, Ribeirão Preto e São Paulo.
Segundo um dos peritos, no material apreendido na casa de um dos presos havia uma conta no aplicativo Telegram no nome de “Paulo Guedes”, o que indicaria que a invasão do aparelho do ministro da Economia teria sido feita pelos mesmos suspeitos. A confirmação, porém, depende da perícia que está sendo feita.