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De volta a elite; O Sport é Série A em 2020

A verdade é que demorou um pouco mais que o esperado. E foi mais sofrido do que estava sendo desenhado. Porém, finalmente, a torcida do Sport pode soltar o grito de alívio. E bater no peito para dizer que está voltando “para casa”. Para a Série A do Campeonato Brasileiro. Uma divisão mais condizente com a história e as tradições de um dos gigantes do futebol nacional.
Acesso que veio com a assinatura do artilheiro da Série B. Com dois gols, Guilherme, comandou a sofrida virada em cima da Ponte Preta na Ilha do Retiro por 2 a 1, e escreveu seu nome na história rubro-negra. O jogador mais decisivo da campanha leonina. Dono de 17 gols na competição.
Com o resultado, o Leão chegou aos 67 pontos e não pode mais ser alcançado pelo América-MG, 5º colocado, que soma apenas 58. A despedida da Série B será no dia 30, contra o Atlético-GO, em Goiânia. Mas a partir de agora é já pensar em 2020. Na elite.
O jogo – Mais uma vez, o técnico Guto Ferreira colocou em campo uma equipe bastante modificada com relação ao início da partida contra o Vila Nova, com seis mudanças. Entre elas, a entrada do lateral direito Raul Prata na vaga de Norberto, por opção, o retorno do meia Leandrinho e a entrada do volante Marcão, no lugar do suspenso Willian Farias. Alterações que, no primeiro tempo, não funcionaram.
Isso porque, com Marcão, o Sport perdeu poder de marcação e se tornou lento na busca pelos jogadores da Ponte Preta, o que deixou o meia Renato Cajá livre para criar. Além disso, retornando de uma lesão muscular após dois jogos, Leandrinho pouco produziu, deixando o time pernambucano refém do sistema defensivo campineiro, com os jogadores do sistema ofensivo atuando desconectado e sem aproximação.
Tanto que, a exceção de um chute de fora da área de Charles, após jogada individual, e uma cabeçada de Guilherme, o Sport, sem poder de penetração, pouco assustou a meta do estreante goleiro Ygor, da Ponte Preta. Por sua vez, a Macaca, mesmo apenas cumprindo tabela (sem risco de queda ou chance de acesso), jogava leve e explorando as deficiências rubro-negras. Assim, foi melhor em toda etapa inicial.
Tanto que abriu o placar logo aos 19 minutos, com Roger completando cobrança de escanteio, em marcação falha de Marcão. Antes disso, a Ponte já havia assustado duas vezes, obrigando Luan Polli a fazer duas grandes defesas. O arqueiro ainda faria outra boa intervenção aos 27, em chute de Marquinhos. Na descida para o vestiário, vaias merecidas para o Sport vindo das arquibancadas.
Virada no segundo tempo – Apesar da apresentação ruim no primeiro tempo, Guto Ferreira não fez nenhuma mudança para a etapa final. A postura em campo, porém, voltou melhor. Com marcação mais adiantada (a Ponte abusava de troca de passes em seu campo defensivo), o Sport iniciou pressionando. Logo com cinco minutos, Ygor finalmente foi exigido em chute perigoso do lateral esquerdo Guilherme Lazaroni.
Na base do abafa, o técnico leonino fez uma mudança ousada aos 11 minutos, com a saída de Marcão para a entrada do atacante Yan. A alteração deu resultado imediato. Com Hyuri sendo avançado para atuar ao lado de Elton, o Sport ganhou espaço para criação no meio. E aos 14 minutos, após bola ajeitada por Elton, Guilherme acertou um belo chute da entrada da área, empatando a partida. O 16º gol do artilheiro da Série B. Mas ainda faltava muito jogo.
E dez minutos depois, em falha na cobertura de Raul Prata, Marquinho recebeu livre na entrada da área e chutou para outra defesa salvadora de Luan Polli. Pouco tempo depois, a Ilha voltava a prender a respiração, quando a Ponte voltou a balançar as redes, mas em impedimento
Sentindo o perigo, Guto Ferreira desfez a mudança audaciosa de minutos atrás, com a entrada de João Igor na vaga de Leandrinho, aos 28 minutos. Clima de nervosismo também refletido dentro de campo, com troca de agressões entre os atacantes Hyuri e Marquinhos, que acabaram expulsos aos 31.
Aos 40 minutos, a Ponte ainda perderia o atacante Vico, que havia acabado de entrar, por dar uma cotovelada no zagueiro Eder. A partir daí, era só administrar e contar os minutos para voltar à Série A. Já nos acréscimos, Guilherme aproveitando rebote do goleiro, decretou a virada. E comemorou segurando uma enorme letra A. Merecia.
Ficha do jogo
Sport 
Luan Polli; Raul Prata, Rafael Thyere, Éder (Cleberson) Guilherme Lazaroni; Marcão (Yan), Charles e Leandrinho (João Igor); Guilherme, Elton e Hyuri. Técnico: Guto Ferreira.
Ponte Preta 
Ygor; Edilson, Renan Fonseca, Henrique Trevisan e Arnaldo; Camilo, Lucas Mineiro e Renato Cajá (Dadá); Araos (Vico), Roger e Marquinhos. Técnico: Gilson Kleina.
Local: Ilha do Retiro.
Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)
Assistentes: Silbert Faria Sisquim e Thiago Gomes Magalhães (ambos do RJ)
Gols: Roger, aos 19 min do 1º, e Guilherme, aos 11 e aos 47 min do 2º tempo
Cartões amarelos: Araos, Roger (P), João Igor, Guilherme, Raul Prata, Yan (S)
Expulsões: Hyuri (S) e Marquinhos (P)
Público: 22.067
Foto/Divulgação: Anderson Stevens/Sport Club do Recife