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Evite desinformação: o que é verdade e o que é falso sobre o coronavírus

Para combater as fake news (notícias falsas) sobre o coronavírus, o Ministério da Saúde listou uma relação de notícias que foram compartilhadas nas redes sociais e explica quais delas são verdadeiras ou falsas. O objetivo é combater a desinformação e esclarecer a população sobre o que realmente interessa acerca do novo vírus.
Dentre as notícias falsas, estão as de possíveis medicamentos, óleos e vitaminas para a cura do coronavírus e as que falam sobre compra de produtos pela internet que são comercializados na China. Confira as informações no site do Ministério da Saúde e evite desinformação.
Além da relação de notícias falsas e verdadeiras, o MS está disponibilizando um número para aplicativo de mensagens (WhatsApp) para auxílio da população. O canal não será um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.
Qualquer cidadão pode enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61) 99289-4640.

Secretaria de Saúde orienta

O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, divulgou um vídeo no qual orienta a população sobre o novo vírus e esclarece dúvidas acerca do problema. Assista abaixo.
A Secretaria de Saúde também divulgou artes com ilustrações didáticas sobre o coronavírus. Veja abaixo as imagens (clique sobre a foto para ampliar).

Caso confirmado de coronavírus no Brasil

O Ministério da Saúde confirmou, nessa quarta (26), o primeiro caso de um brasileiro infectado pelo novo coronavírus (Covid-19). Trata-se de um homem de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que esteve na região da Lombardia, no norte da Itália, entre os dias 9 e 21 de fevereiro. Ao retornar da viagem, na última sexta-feira (21), o paciente apresentou os sinais e sintomas compatíveis com a doença (febre, tosse seca, dor de garganta e coriza).

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Atendido no Hospital Israelita Albert Einstein na segunda-feira (24), o homem foi submetido a exames clínicos que apontaram a suspeita de infecção pelo vírus. Com resultados preliminares realizados pela unidade de saúde e de acordo com o Plano de Contingência Nacional, o hospital enviou a amostra para o laboratório de referência nacional, Instituto Adolfo Lutz, para contraprova. “Agora é que vamos ver como este vírus vai se comportar em um país tropical, durante o verão”, disse nesta quarta o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Caso suspeito na Paraíba

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) foi notificada nessa terça-feira (25) sobre o primeiro caso suspeito para o novo coronavírus na Paraíba. Trata-se de um homem de 59 anos, com histórico de viagem à Itália entre 14 e 23 de fevereiro, chegando ao Brasil na segunda, 24 de fevereiro, em voo internacional com destino a Recife (PE). Ainda durante a viagem o homem, que reside em João Pessoa, apresentou sintomas como tosse, febre e coriza.
O homem buscou o atendimento médico por conta própria, acompanhado por familiares. Segundo a SES, foi realizado atendimento assistencial, coleta para exame e realizada notificação para o Ministério da Saúde para definição de caso. É importante deixar claro que o coronavírus não foi confirmado no paciente, é apenas um caso suspeito, que está em investigação. Exames são feitos para confirmar ou não o vírus no paciente.
O paciente segue internado no Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, uma das unidades de referência para atendimento de casos suspeitos de coronavírus e sendo tratado para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), como determina o protocolo do Ministério da Saúde, enquanto aguarda confirmação ou descarte de caso. “Outras informações sobre seu estado de saúde serão divulgados em breve”, disse a SES.
Conforme boletim médico divulgado pela Secretaria de Saúde da Paraíba, o paciente se recupera bem, apresentando estabilidade clínica, estando consciente, orientado e sem febre. Ele é tratado com antibióticos e antivirais.

Dicas da OMS

Com a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está trabalhando com especialistas para expandir o conhecimento médico sobre o novo coronavírus. Sendo assim, a OMS preparou um guia de medidas básicas para evitar o contágio e a disseminação dos vírus que atacam o sistema respiratório, em especial o coronavírus.
Higienize as mãos
Lave suas mãos frequentemente com água e sabão ou com uma solução de álcool em gel.
Por quê?  Esfregar as mãos ajuda a eliminar traços do vírus que podem estar presentes em lugares de uso comum.
Mantenha distância social
Mantenha pelo menos um metro de distância de pessoas que apresentam tosse ou espirros constantes.
Por quê? A tosse e o espirro propagam pequenas gotas de secreção e saliva que podem conter vírus. Com a proximidade, a chance de respirar ou ter contato essas gotículas aumenta.
Evite tocar os olhos, o nariz e a boca
Evite coçar, esfregar ou ter qualquer tipo de contato com as mucosas. Essas áreas têm contato direto com a corrente sanguínea e são mais sensíveis à presença de agentes de contaminação
Por quê? As mãos estão em contato constante com superfícies que podem ser vetores de transmissão de vírus e bactérias. Mantê-las longe das mucosas diminui a chance de ficar doente.
Pratique higiene respiratória
Tenha boas práticas de higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com o braço curvado ou com um lenço de tecido ou papel ao tossir e espirrar. Descarte ou higienize o material usado imediatamente.
Por quê? Gotículas de saliva e secreção são vetores do Covid-19. Evitar que outras pessoas entrem em contato com saliva contaminada evita não apenas o coronavírus, mas uma série de doenças respiratórias.
Em caso de febre ou dificuldade respiratória, busque ajuda médica rapidamente
Não saia de casa se estiver com febre. Se os sintomas persistirem e caso haja dificuldade respiratória, busque atenção especializada imediatamente.
Por quê? Apesar de serem sintomas comuns, uma ação rápida pode evitar problemas mais sérios e o desenvolvimento de sintomas mais graves de infecções respiratórias.
Uso de máscaras
Pessoas saudáveis, sem sintomas como febre, tosse ou espirros não precisam usar máscaras
Por quê? Apenas profissionais de saúde e pessoas que apresentem sintomas parecidos com os do novo coronavírus precisam usar máscaras. A função das máscaras é conter a propagação do vírus em quem já está infectado. A OMS recomenda o uso racional das máscaras.
Fique bem informado e siga os procedimentos do Ministério da Saúde
Por quê? Autoridades nacionais e locais têm a informação mais atualizada sobre a situação de saúde na sua área. Tomar atitudes preventivamente ajuda o sistema de saúde a distribuir e compreender de maneira ágil a disseminação de qualquer doença.
Portal Correio