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Bolsonaro vai a ato com aglomeração de manifestantes e pedidos de intervenção militar


O presidente Jair Bolsonaro participou, na tarde deste domingo, de um ato que reuniu centenas de apoiadores em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília. Os manifestantes carregavam faixas que estampavam pedidos inconstitucionais, como uma intervenção militar, o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) e um novo AI-5, ato que marcou o início do período mais violento da ditadura militar brasileira. Em seu discurso, Bolsonaro disse que "acabou a época da patifaria" e "é agora o povo no poder". Ministros do STF e parlamentares utilizaram as redes sociais para reagir ao teor dos protestos.
Além dos traços autoritários, o ato descumpre as medidas de distanciamento social defendidas por especialistas e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), consensuais em quase todo o mundo.
— Nós não queremos negociar nada, nós queremos é ação pelo Brasil. O que tinha de velho ficou para trás, nós temos um novo Brasil pela frente. Todos sem exceção no Brasil, tem que ser patriota e acreditar e fazer a sua parte — disse Bolsonaro.
O presidente prosseguiu demonstrando apoio aos manifestantes:
— Acabou a época da patifaria. É agora o povo no poder. Mais que direito vocês têm obrigação de lutar pelo país de vocês. Contem com seu presidente para fazer tudo aquilo que for necessário para manter a nossa democracia e garantir aquilo que é mais sagrado de nós, que é nossa liberdade.
Aglomerados e sem vestir máscaras de proteção, apoiadores emitiram gritos de ordem: "intervenção militar já"; "fora (Rodrigo) Maia" (em referência ao presidente da Câmara dos Deputados); "AI-5" e frases contra o Congresso e o STF. Em um momento do discurso, Bolsonaro foi interrompido por um acesso de tosse e colocou a mão na boca.