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TRE da Paraíba teme pela segurança das eleições virtuais

O novo membro da Corte Eleitoral da Paraíba, juiz José Ferreira Ramos Júnior, eleito nessa quarta-feira (13) pelo Pleno do Tribunal de Justiça, opinou sobre a possibilidade da realização das eleições municipais virtuais deste ano em virtude da pandemia do coronavírus.
O juiz teme pela segurança desse tipo de eleição, muito embora não tenha ainda um juízo de valor sobre essa nova situação pela qual deverá passar a Justiça eleitoral não só da Paraíba, mas de todo o país, mas entende que o processo deve ser muito bem planejado.
A eleição do novo juiz foi em atendimento ao pedido do presidente Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), desembargador José Ricardo Porto feito à Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba, que por 13 votos elegeu o juiz José Ferreira Ramos Júnior para compor a Corte Eleitoral.
A escolha do magistrado, para a categoria de Juiz de Direito, aconteceu em decorrência do fim do segundo biênio do juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, que ocorrerá no próximo dia 22 de maio.
A aprovação do nome do juiz pelo Colegiado ocorreu durante a 5ª sessão ordinária administrativa, realizada através de videoconferência, por meio do aplicativo Zoom. A sessão foi conduzida pelo presidente do Poder Judiciário estadual, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos.
Para o novo membro do TRE/PB alguns pontos sobre as eleições virtuais devem ser considerados e levados em conta antes de se chegar a uma definição.
“A questão da segurança, o sigilo, são alguns deles até porque hoje já se questiona a inviolabilidade da urna eletrônica mesmo ela funcionando offline e, no caso de uma eleição virtual, obviamente, que ela teria que ser online sujeito a ataques de hackers. Então, teria realmente que ter um sistema de segurança muito forte para que não sofrer um ataque ou manipulações”, avaliou.
Conforme o juiz eleitoral é um fato muito complexo e que envolve uma tecnologia muito avançada. “Mas eu entendo e confio que caso se chegue a essa decisão da Justiça Eleitoral deverá ser feita com a observação de todas as técnicas e as normas de segurança da TI, mas sei que deve ser ainda uma questão a ser estudada e a ser considerada com cuidado”, enfatizou.