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Médica alerta para prevenção de acidentes domésticos com crianças no uso de álcool gel e produtos de limpeza


Se os cuidados com a higiene das mãos e no manuseio de objetos dentro e fora de casa já é uma preocupação bastante difundida entre a população em tempos de pandemia, para quem tem crianças em casa essa atenção deve ser redobrada. Na tentativa de proteger as crianças, muitas famílias adquiriram o hábito de higienizar com álcool (principalmente na forma de gel) não apenas os objetos de uso pessoal, mas também os brinquedos, bem como as mãos de adultos e crianças.
Embora seja um hábito difundido e, em muitas ocasiões, recomendado, a pediatra Marina Moura Santos Correia Lima alerta que é necessário ter o máximo de cuidado com o uso do álcool. Ela recomenda que para  realizar a higiene das mãos deve-se privilegiar o uso apenas de água e sabão. “Crianças pequenas tem o hábito de levar as mãos aos olhos e à boca e aí há o risco de queimadura, sobretudo nos olhos que não tem a proteção que a pele tem. Isso pode levar a uma lesão na córnea e ser necessária a retirada de resíduos”, detalha.
Sempre que houver contato do álcool com os olhos, a pediatra recomenda lavar com água abundante e procurar imediatamente atendimento médico para a avaliação do quadro por um oftalmologista.
Já nos casos de inalação ou ingestão acidental, a recomendação é procurar socorro médico imediatamente. “É necessário ficar atento aos sinais para saber se a criança vai precisar de atendimento de urgência. Respiração ofegante e mais lenta e sonolência inexplicável são sinais de que a situação pode ter maior gravidade e precisa de uma avaliação minuciosa”.
Queimaduras – A combinação crianças mais tempo em casa e acesso fácil a álcool ainda oferece um risco adicional: o de queimadura. “A cozinha é um ambiente que propicia um grande número de acidentes”, lembra Marina Moura.
A especialista afirma que o ideal é manter crianças longe desse ambiente, mas se for inevitável, alguns cuidados como virar os cabos das panelas no fogão para o lado de dentro e manter objetos perigosos em prateleiras mais altas podem reduzir os riscos de acidentes.
Portal do Litoral