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PB tem mais de meio milhão de analfabetos e 2º maior taxa do Brasil


A Paraíba tem mais de meio milhão de analfabetos. O estado manteve estável a taxa de analfabetismo nos últimos quatro anos e, em 2019, registrou a segunda maior do país, 16,1%. A taxa de analfabetismo no Brasil passou de 6,8%, em 2018, para 6,6%, em 2019. Apesar da queda, que representa cerca de 200 mil pessoas, o Brasil tem ainda 11 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais.
Os dados foram divulgados pelo presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a pesquisa, a taxa paraibana, que em 2018 era a 4ª maior do país,em 2019, só foi menor do que a observada em Alagoas, de 17,1%, além de ter ficado quase 10 pontos percentuais acima da média brasileira (6,6%) e ter sido maior do que a observada na região Nordeste (13,9%). Na comparação com o início da série, em 2016, quando o indicador era de 16,3%, e com o registrado em 2018, de 16,1%, o percentual permaneceu estável.
No ano pesquisado, havia cerca de 508 mil pessoas analfabetas no estado, com uma taxa maior entre homens, de 19%, enquanto no grupo feminino essa proporção era de 13,5%. O mesmo cenário de diferença foi observado nacionalmente, mas em menor escala, com taxa de analfabetismo masculina de 6,9%, e de 6,3% entre as mulheres.
A pesquisa indicou ainda que a taxa de analfabetismo era maior entre pessoas pretas e pardas (18%), do que entre brancas (12,2%). A mesma disparidade foi observada na média nacional – com taxas de 8,9% para o primeiro grupo e de 3,6% para o segundo – e regional, com proporções de 15% e 10,4%, respectivamente.
Na avaliação do presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, a aprovação do Novo Fundeb será um aliado importante no enfrentamento deste problema. Ele defende a instituição de ações que fortaleçam o ensino, a valorização de professores, a melhoria no acesso às escolas e as estratégias de combate a evasão escolar.
“Não podemos mais esperar que as coisas melhorem para passarmos a investir no que é básico, essencial para uma nação. É preciso investir no que realmente vai fazer o Brasil crescer, mas isso precisa ser feito agora. Os números do PNADC mostram que quatro anos depois a Paraíba não consegue sequer reduzir o número de analfabetos e se continuar assim, também não conseguiremos atingir a meta de 2024 que é de erradicar esse problema”, aponta Pedro Cunha Lima.
Portal Correio